
Acho que a essa hora, todos já sabem do que trata o recém divulgado serviço OnLive. Só para passar rapidamente aos não informados, ele foi mostrado ontem na GDC como a “grande revolução no mundo dos games”. Basicamente o serviço consiste do seguinte: Um grande servidor faz o serviço de processamento dos jogos, e transfere para os usuários um vídeo do que ele está jogando. Dessa forma, poderíamos jogar qualquer coisa sem a necessidade de termos um equipamento de última geração, já que o trabalho de processamento mesmo estaria em outro lugar.
A revolução viria não só do fato de qualquer um, não importa o computador que tenha, jogar qualquer título, mas também de seu preço. Apesar de não revelado, seus produtores disseram ser o mais baixo do mercado quando comparado aos consoles sendo vendidos. Tudo que você precisa é de um pequeno aparelho – pequeno mesmo, cabe dentro de um bolso – ligá-lo a um cabo de rede e, voilá! Pode jogar o que quiser de qualquer computador ou televisão (desde que pague a taxa para cada jogo, é claro).
Obviamente uma série de problemas técnicos estão envolvidos nisso. O mais básico está na conexão com a internet. Segundo Steve Perlman (um dos fundadores da OnLive) é necessário apenas uma conexão de 1,5MB para que se tenha acesso de maneira eficiente ao sistema. Já que o serviço existirá inicialmente apenas nos EUA, não é absurdo considerar que essa velocidade está disponível para a maioria dos usuários. Entretanto isso significa uma completa subserviência à sua conexão. Todos sabemos que nem sempre ela é estável, muitas vezes funcionando com velocidades baixas ou até mesmo saindo do ar. Caso isso aconteça, significa que estaremos completamente incapazes de utilizar o serviço. Não podemos nos esquecer também do quanto isto limita a capacidade do serviço mundialmente. Quantas pessoas têm uma conexão dessas aqui no Brasil, por exemplo? Outra coisa que foi perguntada durante a conferência e que não foi muito bem respondida foi quanto a limitação de provedores. É comum haver limites à quantidade de downloads possíveis por mês; uma prática que, em teoria, diminuiria os downloads ilegais feitos via torrent, por exemplo. O OnLive requer um uso que, com certeza, excederá o limite permitido pela maioria dos provedores, deixando assim o cliente incapacitado de utilizar do serviço ao qual está pagando.
Há uma última coisa também. Pessoalmente, não sei o quanto o cidadão médio está preparado para não ter mais nenhuma forma física de mídia. Todos dizem que é algo inevitável, que acontecerá mais cedo do que imaginamos etc. Eu tenho minhas dúvidas quanto a isso, somos fetishistas, gostamos de ter nossas coisas em prateleiras, à mostra. Não apenas isso, mas o que acontece no caso da empresa falir? Para onde vai tudo que foi comprado? Qual é o direito que temos sobre o produto adquirido exatamente? É verdade que não é tão diferente do Steam, que faz bastante sucesso. Mas, mesmo neste caso, existem cópias físicas sendo vendidas da maioria dos produtos disponíveis no serviço (as exceções são, quase todas, jogos indies). Também assusta o fato de que, se OnLive der muito certo, para onde vai o espaço de outras empresas? Da maneira que o senhor Perlman diz, dá impressão que uma vez que seu produto chegar ao mercado, não haverá mais a necessidade da existência de nenhum outro produto além do dele.
Talvez seja eu quem não está acompanhando as mudanças do tempo, mas OnLive me soa um pouco revolucionário demais. O sistema parece ser muito interessante, mas tenho minhas dúvidas do quanto eu mesmo gostaria de utilizá-lo. Mesmo que tudo funcione da maneira que seus criadores querem, não sei o quanto isso substituiria consoles. Talvez seja o futuro dos jogos de PC, mas não creio que seja o futuro absoluto dos games.
Publicado por zitosilva
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Publicado por zitosilva 
Foi nessa hora que me lembrei de algo interessante que ha- via lido. Pouco antes de seu lançamento a Capcom havia anun- ciado sobre um ro- busto modo de treino. Disse que ele trataria sobre tudo, desde os comandos mais básicos até sequências mais complexas, preparando aqueles que não têm domínio sobre o jogo. Pois muito bem, fui então ver do que é composto este modo. Foi um pouco difícil encontrá-lo inicialmente, uma vez que a seção chamada Training Mode é exatamente igual às encontradas em outros jogos; uma sala branca em que pode-se mudar alguns ajustes quanto à IA de seu oponente. Pouco depois acabei encontrando o que procurava, tratava-se, na verdade, de um modo chamado Trial Mode. Basicamente você deve realizar uma série de comandos apontados pelo jogo, que vão desde o mais básico Hadouken até sequências mais complexas. No começo, tudo bem. Posso não ser experiente, mas acredito que, desde os anos oitenta, não existe alguém que não saiba executar o famoso “meia-lua e soco”. E foi assim, até que cheguei ao quarto nível dos desafios, e foi por lá mesmo que fiquei. Não importava o que eu fizesse, até agora não tenho ideia de como realizar aquela sequência (Se alguém estiver curioso, estava usando a Sakura. A sequência era pulo para frente, soco forte, soco médio, hadouken e focus attack. Caso alguém tenha uma dica para me dar, agradeço). Talvez fosse mais simples fazê-lo caso eu pudesse ver o resultado final, mas infelizmente não há uma opção para se ver um vídeo da sequência toda. Entretanto, o problema não estava apenas em não conseguir completar o que o jogo me indicava; eu não sei dizer para que aquilo que falhei em fazer serve. Não existe nenhum tipo de explicação do por que realizar aquele ataque, em que momentos ele é útil etc. E, sim, tenho consciência de que nenhum jogo de luta faz isso, entretanto no artigo que citei essa era exatamente a promessa feita pela Capcom.