OnLive, revolução demais?

Março 25, 2009

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Acho que a essa hora, todos já sabem do que trata o recém divulgado serviço OnLive. Só para passar rapidamente aos não informados, ele foi mostrado ontem na GDC como a “grande revolução no mundo dos games”. Basicamente o serviço consiste do seguinte: Um grande servidor faz o serviço de processamento dos jogos, e transfere para os usuários um vídeo do que ele está jogando. Dessa forma, poderíamos jogar qualquer coisa sem a necessidade de termos um equipamento de última geração, já que o trabalho de processamento mesmo estaria em outro lugar.

A revolução viria não só do fato de qualquer um, não importa o computador que tenha, jogar qualquer título, mas também de seu preço. Apesar de não revelado, seus produtores disseram ser o mais baixo do mercado quando comparado aos consoles sendo vendidos. Tudo que você precisa é de um pequeno aparelho – pequeno mesmo, cabe dentro de um bolso – ligá-lo a um cabo de rede e, voilá! Pode jogar o que quiser de qualquer computador ou televisão (desde que pague a taxa para cada jogo, é claro).

Obviamente uma série de problemas técnicos estão envolvidos nisso. O mais básico está na conexão com a internet. Segundo Steve Perlman (um dos fundadores da OnLive) é necessário apenas uma conexão de 1,5MB para que se tenha acesso de maneira eficiente ao sistema. Já que o serviço existirá inicialmente apenas nos EUA, não é absurdo considerar que essa velocidade está disponível para a maioria dos usuários. Entretanto isso significa uma completa subserviência à sua conexão. Todos sabemos que nem sempre ela é estável, muitas vezes funcionando com velocidades baixas ou até mesmo saindo do ar. Caso isso aconteça, significa que estaremos completamente incapazes de utilizar o serviço. Não podemos nos esquecer também do quanto isto limita a capacidade do serviço mundialmente. Quantas pessoas têm uma conexão dessas aqui no Brasil, por exemplo? Outra coisa que foi perguntada durante a conferência e que não foi muito bem respondida foi quanto a limitação de provedores. É comum haver limites à quantidade de downloads possíveis por mês; uma prática que, em teoria, diminuiria os downloads ilegais feitos via torrent, por exemplo. O OnLive requer um uso que, com certeza, excederá o limite permitido pela maioria dos provedores, deixando assim o cliente incapacitado de utilizar do serviço ao qual está pagando.

Há uma última coisa também. Pessoalmente, não sei o quanto o cidadão médio está preparado para não ter mais nenhuma forma física de mídia. Todos dizem que é algo inevitável, que acontecerá mais cedo do que imaginamos etc. Eu tenho minhas dúvidas quanto a isso, somos fetishistas, gostamos de ter nossas coisas em prateleiras, à mostra. Não apenas isso, mas o que acontece no caso da empresa falir? Para onde vai tudo que foi comprado? Qual é o direito que temos sobre o produto adquirido exatamente? É verdade que não é tão diferente do Steam, que faz bastante sucesso. Mas, mesmo neste caso, existem cópias físicas sendo vendidas da maioria dos produtos disponíveis no serviço (as exceções são, quase todas, jogos indies). Também assusta o fato de que, se OnLive der muito certo, para onde vai o espaço de outras empresas? Da maneira que o senhor Perlman diz, dá impressão que uma vez que seu produto chegar ao mercado, não haverá mais a necessidade da existência de nenhum outro produto além do dele.

Talvez seja eu quem não está acompanhando as mudanças do tempo, mas OnLive me soa um pouco revolucionário demais. O sistema parece ser muito interessante, mas tenho minhas dúvidas do quanto eu mesmo gostaria de utilizá-lo. Mesmo que tudo funcione da maneira que seus criadores querem, não sei o quanto isso substituiria consoles. Talvez seja o futuro dos jogos de PC, mas não creio que seja o futuro absoluto dos games.


Afinal de contas, para onde que a imprensa de videogames brasileira está caminhando?

Março 15, 2009

A imprensa de games brasileira está em um momento estranho. Temos todos os meses, nas bancas, um bom em variado número de revistas. Se seu conteúdo é de qualidade ou não, bem, não vou entrar no mérito desta discussão. O que importa é que elas estão lá, e se não deixam de existir é porque há um público que as lê. Porém, e isto não é segredo para ninguém, o estado de nossa imprensa via internet é, na melhor das hipóteses, medíocre. Não temos um site consolidado e grande, que traga boas análises e informações, encabeçado por fortes personalidades que as transpareçam em seus textos. O máximo que se consegue agora são portais com informações escassas e atrasadíssimas, além de textos que não parecem ter sido revistos por ninguém. A situação piora se você for se aventurar por fóruns brasileiros, lugares que parecem propagar de tudo, menos discussões. Só quem explorar mesmo que encontrará alguns blogs espalhados por aí, que apresentam conteúdo interessante e diverso. Mas, mesmo assim, não têm expressão significativa.

É em torno deste assunto que se desenvolveu o mais novo podcast de Gus Lanzetta e Pablo Miyazawa. No momento eles estão fazendo um experimento com formatos e assuntos. Mas, se esse primeiro passo for indicação da qualidade futura, podemos esperar coisas muito interessantes vindas daí. Eles discutem sobre a situação da indústria brasileira atual, explorando diversos pontos que parecem ser deixados de lado pela maioria, mas que realmente não podem continuar da maneira como estão.

Para aqueles que se interessarem, o podcast pode ser ouvido aqui. Como seus criadores pedem, deixem comentários e divulguem a todos que conseguirem. Seria muito triste ver essa iniciativa morrer na praia.


Promessa é dívida: Grandes títulos anunciados para o PSP!

Fevereiro 28, 2009

Há pouco tempo comentei sobre a promessa feita pela Sony, dizendo que títulos de peso apareceriam este ano para o PSP. Não levei a notícia muito a sério, uma vez que já tínhamos ouvido a mesma promessa outras vezes. Felizmente para todos os usuários de PSP, acabei obrigado a morder minha língua.

little-big-planet13Durante uma conferência realizada há alguns dias a Sony revelou um plano de revitalização do PSP. Um aumento no número de jogos distribuídos digitalmente é parte do futuro do portátil, mas a principal notícia trata dos grandes títulos sendo lançados esse ano. Alguns deles já eram conhecidos do público, como Resistance: Retribution e Prinny: Can I Really Be The Hero (lançado há alguns dias). As novidades ficaram por conta do anúncio de uma versão de Little Big Planet, confirmando os boatos que já circulavam há algum tempo. Além disso foi mostrado um novo Assassin’s Creed, Rock Band Unplugged e MotorStorm Artic Edge; e não podemos nos esquercer que os remakes de Disgaea 2, Mana Khemia: Alchemists of Al-Revis e Shin Megami Tensei: Persona serão lançados em breve. Se somarmos isso aos fortes boatos de um novo God of War, podemos esperar um ano gordo para pequenino da Sony.

Será que o UMD vai desaparecer mesmo? Esse do Homem-Aranha bem que poderia...

Será que o UMD vai desaparecer mesmo?

Entretanto nem tu- do são rosas. Outro rumor que tem ganhado cada vez mais força por todos os cantos da internet é sobre o iminente lançamen- to do sucessor do PSP, chamado pela maioria de PSP2. A Sony continua a dizer que um novo aparelho não será lançado em breve, porém David Perry da Acclaim diz que jogos já estão sendo desenvol- vidos para o novo portátil. Não só is- so, como também disse que esse não utilizaria mais o UMD e que poderia sair ainda em 2009.

Por mais que os boatos continuem, duvido que vejamos um novo PSP este ano. Que a Sony está trabalhando em seu sucessor, isto é óbvio; da mesma maneira que todas as outras produtoras estão trabalhando nos sucessores de seus aparelhos, o desenvolvimento nunca para. É bem possível que o protótipo do PSP2 esteja quase completo, mas assumir que o mesmo saia em breve é ilusão. Presumindo que todos os boatos sobre o novo portátil sejam verdadeiros, qual seria o sentido de anunciar tantos títulos de peso em UMD para logo em seguida descontinuar o formato? Além disso muitos se esquecem que estamos em ano de crise forte, este não é o momento de apresentar novo hardware ao público, mas sim fortalecê-lo com excelentes softwares, o que parece ser a estratégia sendo utilizada pela Sony.

De qualquer maneira é mais produtivo nos atermos às informações que temos à mão, e estas nos dizem que, se tudo correr como o esperado, teremos ótimos motivos para tirarmos a poeira de nossos PSPs este ano.


Dobradinha da Atlus: Um Remake e um MMORPG

Fevereiro 24, 2009

Aqueles que se inscreveram para receberem notícias da Atlus devem ter encontrado ontem em suas caixas de entrada um e-mail com o título ** Drum Roll**. O rufar de tambores foi um anúncio para mais um MMORPG, o primeiro da companhia. O jogo é intitulado Neo Steam: The Shattered Continent e eis o que anúncio diz:

Neo Steam: The Shattered Continent é um MMORPG ambientado no universo steampunk – um mundo de fantasia conduzido por máquinas a vapor e magia. Você poderá criar seu próprio personagem, inteiramente customizável, e explorar esse novo mundo como um cidadão do Reino de Elerd ou da República de Rogwel.

Pessoalmente acho que o mercado de MMORPGs está mais do que saturado, mas aparentemente estou errado, porque ouço de um novo sendo lançado a cada semana. Para aqueles que se interessarem há um site oficial, mas no momento ele não contém muita coisa além de um link para quem quiser se pré-registrar para o beta do jogo e a informação de que ele será de graça; o que em geral quer dizer que existirão itens oficiais sendo vendidos por dinheiro, mas posso estar errado.

A outra informação é de que, após boatos terem corrido pela internet, a Atlus anunciou oficialmente o lançamento de um remake de Shin Megami Tensei: Persona, para o PSP. O site Kotaku diz que o jogo terá uma nova interface, músicas, tradução e conteúdo. Persona sai ainda esse ano.


Sony promete grandes títulos para o PSP

Fevereiro 13, 2009

pspQualquer um que seja dono de um PSP sabe que, no momento, não existem muitos jogos bons exclusivos para o aparelho. O portátil continua a vender bem pelo mundo, provavelmente devido ao fato de também ser um player de vídeos e músicas, além de emular com perfeição consoles mais antigos; entretanto jogos de qualidade feitos para o PSP são poucos, e isso não é segredo para ninguém. Tivemos um bom início em 2008, com títulos como Final Fantasy: Crisis Core, God Of War: Chain of Olympus e Patapon. Mas logo depois disso o portátil entrou em um grande marasmo, recebendo jogos sem inspiração, como RPGs medíocres e ports com pouquíssimas adições.

Tendo consciência disso a própria Sony admitiu recentemente que não está satisfeita com a quantidade de títulos de alto padrão no sistema e que continuará a focar fortemente no desenvolvimento de novos.

É claro que são boas notícias, mas nós já não ouvimos a mesma coisa há pouco tempo? É verdade que existem alguns jogos interessantes prometidos para este ano, como The 3rd Birthday (ainda sem data definida) e Prinny: Can I Really Be the Hero? mas ainda assim a quantidade não é muito grande. Quem sabe novas coisas sejam mostradas na próxima E3, mas ainda temos cerca de quatro meses até que o evento ocorra.

Existe também outra possibilidade. Todos lembram que, há alguns meses, boatos sobre um PSP2 ficaram mais fortes, a ponto de algumas desenvolvedoras confirmarem estarem trabalhando em títulos para o futuro portátil. A Sony desmente tudo, diz que é apenas boato. O que com certeza é verdade é que, com a atual crise financeira mundial, 2009 não é a melhor época para se lançar novas plataformas. Quem sabe em face disso a Sony tenha mudado de plano e resolvido investir mais no que já está no mercado, algo que não apenas os donos do portátil têm pedido ultimamente. Mas isso é apenas especulação.

[via Kotaku]


Algumas novas informação sobre God Of War III

Fevereiro 12, 2009

196329-gow3artGod Of War III é um dos títulos mais esperados do ps3, disso todo mundo já sabe. O que realmente ninguém sabe até agora é sobre o jogo em si. A primeira vez que o vimos foi naquele trailer pra lá de sem graça na conferência da Sony da E3 de 2008; uma animação de poucos segundos que não mostrava nada de gameplay. No fim das contas a E3 passou e tudo que tivemos foi aquele mínimo trailer. Muito bem, alguns meses passaram e recebemos a informação de que veríamos novas cenas de jogo, dessa vez com momentos de gameplay, no Spike VGA Awards. Quem agüentou aquela odisséia de propagandas e terríveis atores fazendo piadas sem graça teve a chance de ficar, em primeira mão, decepcionado novamente. De fato, conseguimos ver alguns segundos de gameplay. Mas foi tão pouco e tão rápido que chegava a ser vergonhoso usarem aquilo como chamativo para a premiação. Além disso, o trailer não nos mostrou nada de mais. É difícil avaliarmos os gráficos devido à qualidade do vídeo, ainda mais considerando que o jogo não está terminado. Mas o que vimos foi basicamente alguns segundos do mesmo tipo de ação que tínhamos visto nos dois jogos anteriores. Para alguns, aparentemente, isso foi uma boa notícia. Para outros, grupo no qual me enquadro, foi a estranha realização de que o jogo provavelmente será aquilo que já vimos duas vezes, apenas dessa vez um pouco mais bonito. Entretanto é cedo demais para passarmos qualquer forma de veredicto sobre o título, exatamente pela escassa quantidade de informações que temos sobre ele. E é sobre isso que trata esse post.

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Algumas novas, e novamente escassas, informações foram reveladas sobre God of War III. Na verdade tudo isso deveria ser exclusividade da revista Game Informer. Acontece que imagens escaneadas da matéria vazaram e já estão espalhadas por todos os cantos da internet. Eis aqui algumas das novidades:

Segundo a notícia a escala dos combates será muito maior. Nas cenas de batalhas mais grandiosas será possível vermos até 50 inimigos simultaneamente. Não só a quantidade será grande como também a variedade de aparência. Haverá diferentes modelos de inimigos da mesma classe, o que deixaria a experiência mais interessante. Além disso alguns monstros (não é claro se são todos ou apenas parte deles) se organizarão em grupos. Poderemos identificar comandantes que dão ordens a outras unidades; não é dito como isso afetará o jogo, mas deve ser seguro presumir que, caso matemos o comandante, as outras unidades ficarão menos agressivas ou menos efetivas. Ainda em relação ao combate, também foi dito que Kratos poderá montar em alguns monstros maiores, como os ciclopes, e controlá-los. Juntando essas informações parece ser possível dizer que a guerra que prometia ser começada no final do segundo jogo estará a todo vapor nessa entrada da série. Quem sabe essas batalhas de837774-4 maior escala sejam o foco principal de God of War III, o que seria uma mudança bem interessante para a série.

Estes foram alguns dos pontos apresentados pela matéria vazada. Há um outro em especial que queria deixar por último porque achei um tanto estranho. Um dos detalhes revelados é que GoW III não terá multiplayer… sério? Existe realmente alguém que gostaria que esse jogo tivesse multiplayer? Tudo bem que este está sendo um dos maiores focos da geração atual, mas existem jogos que são feitos para serem apenas singleplayer. Bem, pelo menos na pior das hipóteses nós apenas ignoramos a existência do modo online, como em Metal Gear 4 ou GTA 4, e continuamos a aproveitar a experiência solo.


Bem vindo ao Mea Koopa!

Fevereiro 8, 2009

Seria muito fácil começar um blog com algum tema específico e apenas enchê-lo de notícias todos os dias. Ele se torna um clone de centenas de outros como vemos a todos os momentos pela internet. Esta não é minha intenção aqui.

O que pretendo através desse blog é achar um caminho para um comentário pessoal. Dar o meu ponto de vista em relação a diversos assuntos sobre videogames. Não tenho ilusões de que ele seja único, mas garanto que o será em sua intenção. Notícias terão seu espaço aqui, mas não gostaria de apenas transmiti-las pura e simplesmente. Não vou ignorar algo importante só por não ter algo a dizer sobre o tema, mas espero sempre ter algo pessoal a comentar sobre o assunto.

O blog também terá algumas reviews. Elas não terão nota ou classificação de nenhum tipo, apenas o texto, com impressões obtidas do jogo. Quero deixar claro que são impressões minhas. O que você verá por aqui é a opinião de um jogador, pura e simplesmente. Quanto às notas, não vejo razão em um sistema numérico que metrifique a qualidade de um jogo. Se algum dia alguém conseguir me mostrar a diferença de qualidade entre dois jogos cujas notas diferem por décimos, garanto que vou mudar minha opinião. Até lá me abstenho de utilizar qualquer sistema numérico.

O que vale mesmo são as impressões gerais que se tem, e não a divisão em pequenos fatores como gráficos, som, jogabilidade, etc. Um jogo é mais do que a some de suas partes, e apenas o produto final que dita sua qualidade. Desnecessário dizer que, só porque um jogo contém uma excelente trilha sonora ou belos gráficos, isso não implica em que ele seja divertido.

Por último, gostaria de deixar em aberto um convite para qualquer um que queira participar com seus próprios textos e idéias.